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Minha trajetória até o sonho de ser Defensor Público


Estratégia Concursos – Tulio Max Freire Mendes
8 de mai de 2017 22:58

Se você está lendo esse texto é porque decidiu sair do lugar comum, buscando uma forma nova de se preparar para alcançar os seus objetivos. Você não quer mais errar. Ou deseja começar do jeito mais producente possível para alcançar os seus resultados. Para essa receita dar liga, é importante confiança. É importante conhecer a pessoa que te auxiliará nessa batalha. 

Bem, meu nome é Tulio. Tenho 30 anos. Escolhi o curso de Direito em vista das possibilidades que esse curso me oferecia. Não sabia, no momento da escolha, qual carreira trilharia. No meio do primeiro ano do curso (2005), sem sequer olhar o Edital, fiz o concurso de nível médio da Câmara Legislativa do DF. Não passei nem na esquina. Vi que, para concursos, era inevitável se dedicar. Uma colega do meu curso de direito passou nesse concurso. Depois descobri que, durante o ensino médio, ela já estudava para esse concurso. Ela se dedicou e colheu os frutos. Foi a minha primeira experiência com concursos. 

No meio do curso, em 2007/2008 (21 anos), já estava mais consciente das coisas e via que era importante arregaçar as mangas. Formaria em dois anos e tinha para mim que não queria me formar estando desempregado. Minha única irmã iria casar e estava saindo de casa no fim de 2008. Percebi que as contas lá em casa não estavam nada boas, pois a renda era exclusivamente da aposentadoria da minha mãe como professora (meu pai, como autônomo, trabalhava com aluguéis, mas não tinha uma renda estável que nos desse tranquilidade em relação às despesas mensais). Decidi pegar menos matérias na faculdade naquele ano para conseguir passar em um concurso e, ao menos, aliviar as despesas em casa e, de quebra, Deus providenciando, possibilitar um plano de saúde para os meus pais. Meus colegas acharam muito estranha a decisão de pegar menos matérias. Afinal, todos queriam pegar o maior número possível de disciplinas para se formar o mais rápido possível. 

Entretanto, eu sabia que, se não tomasse essa decisão, não daria conta de estudar para concursos com a dedicação necessária, daí peguei o mínimo de matérias, comprei apostilas, fiz cerca de uns dois cursinhos presenciais de disciplinas específicas e me inscrevi para os concursos de técnico administrativo do TST e do TJDFT. Estudava cerca de 4 horas por dia (nos dias que tinha aula e estágio durante a tarde), 8 horas (quando tinha apenas o estágio)
e cerca de 12 horas ao longo do meu mês de férias (mergulhei nessa rotina de cabeça durante um período de cerca de 6 meses). Consegui passar para técnico do TST (a posição não foi nas "cabeças") e alguns meses depois passei muito bem para técnico do TJDFT, tendo tomado posse em junho de 2008. Lembro como ontem o momento em que recebi o telegrama de convocação. Foi um dos dias mais felizes da minha vida Quando recebi o telegrama, estava estudando para o concurso do DFTRANS que
seria dali um mês. Fechei o livro e senti como se um peso estivesse saindo das minhas costas. 

Comecei a ter contato no trabalho com pessoas mais velhas, o que, em muito, contribuiu para que eu encarasse a reta final do meu curso com mais pragmatismo inclusive. Embora tudo fosse bastante puxado, busquei fazer as coisas com muito afinco e capricho, de modo que esse modo de fazer as coisas da melhor forma possível passou a se tornar, digamos, parte de mim, algo que gerou frutos na minha futura fase de preparação para concursos. Em 3 meses de Tribunal, participei de uma seleção interna e, com 21 anos, fui escolhido para ser assistente de Desembargador. A monografia se transformou, depois de alguns anos, em publicação em revista especializada, o que rendeu pontos cruciais na fase de títulos dos concursos. Passava a ver diante dos meus olhos uma máxima se tornando realidade, a saber, o esforço presente jamais é desperdiçado. 

Nesse meu primeiro cargo, ganhava cerca de 5 mil reais na época. Pude quitar meu carro que, até ali, minha mãe pagava a duras penas contraindo dívidas inclusive, contratei planos de saúde para meu pai e minha mãe que por anos não tiveram para viabilizar que eu tivesse (esse é dos pontos que mais me orgulho na trajetória de estudos para concursos) e fiz um "mochilão" com alguns amigos conhecendo vários países. 

Formei em janeiro de 2010 e, como não tinha mais aulas na faculdade, resolvi estudar a doutrina por conta própria por cerca de 6 meses. Em junho daquele ano, comecei a fazer pós e percebi como havia uma longa jornada pela frente, pois participei de concursos para analista do MPU e do TRF/1, cujas colocações obtidas não foram boas o suficiente. Precisava de uma base melhor. Resolvi que, até o final da pós (agosto de 2011), não mais faria concursos, porque os resultados até ali tinham me deixado um tanto para baixo. No final de 2011, decidi estudar para o concurso do Senado Federal (eu e 99,9% da cidade, já que os demais 0,1% já estavam trabalhando lá rsrsrs). A prova foi no primeiro semestre de 2012. Estudei cerca de 6 meses, de domingo a domingo, 8 a 10 horas diárias e, nos finais de semana, 12 a 14 horas. Não me permitia descanso (falta de equilíbrio que, com o tempo, eu fui ajustando). Praticamente fechei a parte específica da prova, mas não me classifiquei porque não consegui o mínimo em Informática. Fiquei arrasado. Havia colocado muita expectativa ali. Eu não estava preparado para a frustração. Entretanto, aquela frustração se transformou em um trampolim, pois aquela porta se fechando me possibilitou enxergar outras tantas que estavam próximas, mas que eu não via por estar "bitolado".

Decidi, ali, que faria apenas concursos de carreira jurídica. Resolvi estudar com um amigo e duas amigas do tempo de faculdade. Precisava de companhia e motivação para retomar. Assistíamos vídeoaulas na casa desse amigo. Foram cerca de 6 meses nos quais todas as manhãs nos reuníamos para assistir às aulas. Montamos ali inclusive uma boa estratégia para estudo em grupo. Foi bem importante. Desse grupo saíram grandes amigos, uma analista de Tribunal, um defensor, uma juíza, um procurador da república e, inclusive, um casamento (o meu amigo com uma delas rsrs Eu e a minha outra amiga fomos padrinhos no casamento). Em junho de 2012, quando faltavam poucos meses para a prova da AGU e da magistratura do TJDFT (objetivos desse grupo de estudo), fui convidado para ser chefe de gabinete e assessor de Desembargadora. Aceitei o desafio. Mas isso comprometeu meus estudos naquela reta final, pois, com toda a exigência da nova função, não tinha mais tanto tempo livre e energia para estudar. Bem, fiz a prova da AGU e da magistratura do TJDFT e não passei. Dois dos quatro colegas do grupo passaram. Dessa vez, não fiquei mal. Percebia que o resulto era, em larga medida, produto das minhas escolhas. 

Como decidi não abrir mão da atribuição de Assessor (o trabalho me permitiu estar extremamente atualizado), resolvi mudar radicalmente o estilo de vida para o segundo semestre de 2012. Até ali, estava bastante ativo em atividades na igreja, estava na academia, fazia aula de dança com a minha namorada. Precisava dar um tempo em tudo e, assim, o fiz. Sumi inclusive das saídas com os amigos. Estava começando a adequar, verdadeiramente, a minha vida ao objetivo traçado de passar em um concurso de ponta. Minha namorada nessa época foi morar fora do país para estudar. No início eram 6 meses e acabou durando 1 ano e meio. Estava difícil lidar com esse novo estilo de vida, sendo que, sem ela, foi ainda mais difícil. 

Tirei o mês de julho de 2012 para colocar a cabeça no lugar e me preparar para um tempo, cuja duração desconhecia, de foco, superação e desafios diários. Enxergava ali uma oportunidade desafiadora de fazer "sopa de pedra", de "fazer uma limonada com esses limões". Coincidentemente (ou seria providência? Prefiro enxergar dessa segunda forma), começou um burburinho em torno da abertura do edital para defensor público do DF. Me matriculei em um cursinho especializado com duração de 3 meses. Isso me ajudaria a manter a cabeça ocupada já que começaria a lidar com namoro à distância, com a rotina puxada da assessoria, bem como com a retomada dos estudos dessa vez com afinco e resiliência. 

Durante o cursinho, cujos professores em sua maioria eram defensores públicos, comecei a sentir que era aquilo que queria para mim. Sentia no peito as energias sendo renovadas. Era a motivação advinda de um objetivo que se misturava a um sonho. A Defensoria foi meu primeiro estágio e as coisas começavam a fazer sentido. Percebia ali que, além de uma remuneração interessante, é importante verificar se as funções combinam com você e se de fato te farão feliz. Tudo parecia se encaixar. Discerni que a minha carreira era a Defensoria. 

O cursinho estava para terminar e nada do Edital da DPDF sair. Saiu o Edital para a Defensoria do Tocantins (prova em janeiro de 2013). Em dezembro fui visitar minha namorada com a mala cheia de livros. Não foram as férias desejadas, mas eram as férias apropriadas para o meu estilo de vida. O sacrifício valeu a pena. Passei raspando na objetiva. Tive uma nota boa na discursiva. Não tinha feito preparação específica alguma, de modo que notei que foi a minha experiência na assessoria que possibilitou essa boa nota, por exemplo, em razão do estilo de redação. Me preparei especificamente para a prova oral e de tribuna nas quais tive excelentes notas que me colocaram na 3ª posição do concurso. O concurso da DPTO teve a sua última fase de provas em maio de 2013, sendo que, em abril, havia saído o Edital da DPDF, cuja prova objetiva seria em julho. A dedicação para a parte final do concurso da DPTO comprometeu meus estudos para a DPDF, de modo que meu resultado na prova objetiva foi bom, mas não excelente (estava na posição 100). Em setembro seria a prova subjetiva. Dessa vez, busquei preparação especializada e, com método e foco, tive uma nota extraordinária (umas das 4 maiores notas) e pulei para posição próxima de 20. Depois desse resultado, com a confiança advinda de uma aprovação anterior em outro concurso para Defensoria e diante de nova preparação especializada para a prova oral, veio mais uma nota ótima que me colocou, ao final, na 13ª posição. Em meio ao concurso da DPDF, fiz a prova de analista do TJDFT, sendo aprovado em uma ótima posição. Tomei posse uma semana depois da prova oral da DPDF. Optei por não assumir o cargo na DPTO (vencia o prazo para tomar posse na DPTO na mesma semana em que tomei posse como analista no TJDFT), em razão de confiar que logo seria chamado na DPDF e por não desejar deixar Brasília. Minha namorada estava voltando e só faltava agora eu mudar de cidade. 

Entretanto, por razões de crise financeira no Distrito Federal, somente fui nomeado após dois anos da homologação do concurso, em abril de 2016, tendo amadurecido, nesse período de espera e de luta pela nomeação, ao vivenciar, diariamente, novos desafios, com esperança e gratidão advindas do tempo árduo de estudos que me fizeram chegar até ali. 

Hoje, não tenho pretensão de outro concurso. Estou realizado como Defensor e, agora, me encontro motivado a poder ajudar você a alcançar seus objetivos e sonhos. Será um prazer te acompanhar e testemunhar suas batalhas e, claro, alcançar e celebrar sua almejada vitória!

Um forte abraço,

Túlio

 

 

 

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